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Diamante de Gould

Diamante de Gould

CHLOEBIA GOULDIAE


02/02/2016


História

Vistos pela primeira vez no ano de 1883, por uma expedição francesa, na costa da Nova Zelândia, quando se encontrava esta em trânsito para a Austrália. Os membros desta expedição, com finalidade científica, ao aportar esta ilha observaram uns pássaros de cores chamativas e que eram muito abundantes, sobrevoando os altos arbustos. Eram Diamantes de Gould. Só puderam capturar três espécimes, os descreveram e decidiram considerá-los como uma nova espécie (Poephila Mirabilis), que traduzindo significa Poe = erva ou grama, phila = amante e mirabilis = maravilhoso. Todos os diamantes capturados eram adultos de cabeça vermelha. 

O ornitólogo John Gould, que se encontrava a explorar a Austrália, registou nos seus apontamentos que tinha avistado um ninho de Poephila. Outro cientista descobriu na península de Cobourg uns outros pássaros similares, mas de cabeça negra. Foi quando John Gould pensou que era uma nova espécie, que chamou de Amadina Gouldiae. Apesar da sua semelhança, a diferença da cor pareceu-lhe digna de consideração. 

Neste momento existe ainda polémica sobre o nome científico desta espécie, visto apenas ser uma unica, com certos disformismo. Não demorou muito a comprovar-se que "Amadina Gouldiae" era "Poeplhila Mirabilis" com uma particularidade. É que o Diamante de Gould apresenta uma particularidade muito pouco comum, para uma mesma espécie existem distintas variedades, uma de cabeça negra e outra de cabeça vermelha, que podem conviver e reproduzir-se aparentado-se entre elas. Actualmente existem mais variedades. 

Os primeiros Diamantes de Gould foram transportados para a Inglaterra no ano de 1887, onde foram recebidos com entusiasmo por parte de aficionados e criadores. Em 1896 foram expostos em Paris os primeiros exemplares vivos de Diamantes de Gould e no ano seguinte em Berlim. O Inglês P.W.Teague foi o primeiro a obter a reprodução do Diamante de Gould, estudando umas 24 gerações e publicando suas observações na Avicultura Magazine entre 1931 e 1946. E aqui começa a grande expansão dos Diamantes de Gould entre os aficionados pela avicultura. 

Gould em uma de suas obras escreveu: "Se novidade é um atrativo, quando a novidade se une a beleza e a elegância, o atractivo resulta consideravelmente em realeza."

Actualmente encontram-se em perigo de extinção na natureza devido às especies introduzidas no seu habitat natural e devido ao fogos que cada vez são mais frequentes.

Características

É um pássaro bonito e dócil, com características de um bom pássaro de estimação. Um dos mais vendidos do mundo o Diamante de Gould é um espetáculo a parte, sua coloração muito variada e bem definida, faz dele um pássaro unico em beleza e elegância. Todos se encantam com tanta beleza. Um Diamante de Gould apesar de ser bonito, para os criadores um bom exemplar deve ter as cores bem vivas e definidas, ou seja uma cor não pode mesclar-se com a outra. Outro exemplo é de quando a cor do peito é branca. A tonalidade desse branco deve ser a mais clara possível, não permitindo-se o acinzentado, exceto na cabeça, onde é permitida por ser uma diluição da cor preta na cabeça.

Tamanho: chega a medir 12.5 cm, do bico à ponta da cauda..

Envergadura: 17.5 cm

Cores e variedades: Nota-se alterações nas cores das penas que recobrem a cabeça, em que pode predominar o vermelho, o laranja ou o preto. A variedade de cabeça vermelha é dominante em relação às demais. 
Um único exemplar, pode ter até 7 cores diferentes. O Diamante de Gould selvagem é uma espécie única mas existe sob várias formas, que hoje já são 25 fixadas no mundo, fácilmente encontradas com criadores e em pet shops.

Um fato interessante que poucas pessoas sabem, é que o macho tem as cores mais vivas e predominantes que a fêmea. Os Diamantes machos usam essa caracterista para protejer suas fêmeas e filhotes na época de acasalamento, chamando atenção dos predadores enquanto a fêmea e os filhotes ficam em segurança no ninho. 

Na imagem abaixo, você pode ver as espécies mais populares. 


Abaixo você confere os Diamantes azuis, são bem coloridos em tonalidades azuladas, cabeça roxa ou preta e de modo geral tendem a ter tons azulados em suas manchas.

Tempo de vida: Em cativeiro atingem até 7 anos.

Canto: somente o macho mostra alguma cantoria, mesmo assim é um canto baixo e nada melodioso.

Comportamento

Na natureza, são pássaros muito sociais, podem ser encontrados em bandos e na época da ninhada, pode haver mais de um ninho na mesma árvore. São pássaros quietos, e vivem normalmente longe dos homens. Seu canto não é ouvido em longas distâncias.

Em cativeiro o Diamante é um ótimo individuo, muito saltitante e esperto, vive tranquilamente em gaiolas ou viveiros, seja um viveiro com outros diamantes ou mesmo com outras espécies de tamanho proporcional a ele. Não se assusta fácil, mesmo quando o dono tenta enfiar a mão dentro da gaiola para trocar a água ou a ração, se mostram muito tranquilos e serenos.

Confinamento

A gaiola ideal para a criação de diamantes pode variar de acordo com o seu poder aquisitivo, tirando esse detalhe, se você disponibiliza de poucos recursos financeiros para iniciar a criação, aconselhamos que a gaiola tenha no mínimo 50cm de comprimento, 35 cm de altura e 30 cm de largura, esse é um tamanho básico para um casal. observe a foto a foto abaixo: 

Acessórios: A gaiola deve ter sempre um bebedouro com água fresca trocada diariamente, comedouros limpos e sempre cheios da ração própria para Diamantes, um porta vitaminas "que nada mais é que um pequeno pote onde irá se colocar uma ração especial chamada de Vitamina amarela, vermelha, branca ou verde, facilmente encontrada em casa de rações e pet shops". Se você não quer ter dor de cabeça com a sujeira, coloque uma capa no fundo da gaiola, essa capa você também encontra nas lojas especializadas.

A temperatura ideal para estas aves é de 15 a 25 graus Celsius. Tome cuidado com entradas de ar e lugares muito frios, é um pássaro muito sensível a mudanças bruscas de temperatura. 

Caso você não queira criá-lo, e sim apenas ter alguns em sua casa enfeitando o ambiente, a gaiola deve ser escolhida de acordo com o seu gosto, respeitando é claro, o limite de tamanho; o formato pode ser variado, você encontra muitos tipos de gaiolas nas casas especializadas em pássaros; Após a escolha da gaiola, siga a instruções mencionadas acima que também devem ser utilizadas pra quem deseja apenas manter esse magníficos pássaros. 

Reprodução

O Diamante não é um pássaro de fácil reprodução em cativeiro. Os criadores suspeitam que na natureza a espécie esteja acostumada a construir os ninhos em buracos que são muito escuros e quando estão em cativeiro, ainda que o criador proporcione um ambiente escuro para ele procriar, ainda assim não é satisfatório. Mesmo assim é possivel criá-los, basta ter paciência e muita determinação, e sempre buscar alternativas para que o objetivo da reprodução seja conquistado.