A polêmica do Jiló

Nesse artigo você confere como o jiló tem se tornado uma grande polêmica no meio dos criadores.


10/11/2011 - Alterada em: 12/01/2016  



Olá pessoal, hoje vou falar sobre o jiló, esse pequeno legume que tem dado o que falar entre os criadores.
 

ORIGEM

O jiló (Solanum gilo Raddi) tem sua provável origem no continente africano, sendo muito cultivado no Brasil. Geralmente considerado como um legume, o jiló é na realidade o fruto de uma planta da família das solanáceas, tal como a berinjela. O Jiló é rico em Vitamina A, B, C, Cálcio, Fósforo, Ferro além de ser uma razoável fonte de carboidratos e proteínas.
 
Perguntamos para vários criadores sobre o jiló. Muitos me informaram que não oferecem o jiló a seus pássaros, porém, outros informaram que ofereciam periodicamente o jiló, ou seja 50% dos criadores que perguntei oferecem jiló e outros 50% não oferecem. 
 
Os criadores que não oferecem jiló a seus pássaros, afirmam que as aves gostam muito do jiló, porém acabam deixando de comer as rações e sementes necessárias e com maior teor de vitaminas e proteínas, para se fartarem das poucas vitaminas contidas nele.
Os criadores que oferecem o jiló a seus pássaros, afirmam não ter nenhum problema com suas aves, oferecem o jiló periodicamente sem nenhuma restrição, e afirmam que seus pássaros estão saudáveis.
 
Mas podemos oferecer o jiló aos pássaros sem qualquer restrição?
 
Como vimos o jiló é rico em vitaminas A, B, C, Ferro, Cálcio, Fósforo e contém quantidades razoáveis de carboidratos e proteínas. Porém, temos que nos atentar ao detalhe do cultivo do produto. Muitos dos agricultores que cultivam esse legume utilizam fertilizantes e inseticidas muitas vezes em alta quantidade, para proteger o produto de pragas e assim aumentar a resistência do produto.
Existem agricultores que cultivam o jiló de forma orgânica ou natural, sem uso de inseticidas ou fertilizante, obtendo um produto totalmente natural. Porém a produção desse tipo de jiló é certamente menor e mais difícil de se encontrar no mercado.

O criador deve analizar os seguintes pontos:
 
A procedência do produto: Verifique se o jiló foi cultivado com algum tipo de inseticida ou fertilizante nocivo à saúde, lembre-se que o pássaro é uma ave de pequeno porte, sendo assim se o produto possuir a presença desse tipo de defensivo, mesmo oferecido em pouca quantidade pode fazer mal, levando até ao óbito do pássaro.
 
A Freqüência e a quantidade oferecidas: Saber dosar a quantidade oferecida é a chave para não ocasionar problemas de saúde ao pássaro, nunca oferecer o jiló diariamente, como já vimos a ave pode ficar viciada e assim deixar de comer outros alimentos importantes para a saúde dela. A freqüência deve ser a mínima possível, 1 a 2 vezes por semana e em quantidades pequenas, limitadas a meio jiló ou seja 1 jiló por semana para cada pássaro.
 
Estado físico do produto: Verifique sempre se o jiló esta com bom aspecto físico, deve-se prestar atenção na coloração, tamanho e na consistência do legume, oferecer sempre um jiló bem verde, de tamanho médio e de consistência bem firme. Jiló murcho não é bom sinal, podendo fazer mal ao pássaro.
 
As dicas são bem fáceis de seguir, porém cada criador utiliza uma maneira de oferecer o jiló, isso é algo que não podemos influenciar, o que quero alertar com esse artigo, é que muitos criadores oferecem em excesso, trazendo assim maus hábitos as aves. Deixar de dar esse legume não levará o pássaro a ter nenhuma carência de vitaminas e proteínas, pois elas são encontradas em outros alimentos que oferecemos sempre a eles.
 
Se tiver algo para nos acrescentar ou qualquer dúvida, envie um email para [email protected] que estaremos dispostos a te ajudar.
 
Escrito por: Dante Daniel Testa

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