Bouba Aviária

Ocorre em época em que chove muito e há muito calor.


21/02/2008 - Alterada em: 12/01/2016  



Bouba Aviária trata-se de uma doença que acomete várias espécies de aves e é bastante temida pelos criadores. Na época em que chove muito e há muito calor, é o período ideal para a disseminação do vírus que é veiculado principalmente pela mosca doméstica.
Caracteriza-se pelo desenvolvimento de nódulos da pele, geralmente em áreas apterígenas (forma cutânea), de onde recebe o nome de epitelioma contagioso ou varíola aviária. Pode ocorrer ainda na língua, esôfago e trato respiratório, recebendo o nome de difteria aviária.

O agente causador da doença é um vírus , conhecido com Pox vírus.Existem os tipos, galinha, pombo, peru e canário.
O vírus dos canários pode determinar lesões em galinhas, peru e pato, mas os canários não são sensíveis aos vírus da galinha, pombo e peru.
Portanto a vacina a ser utilizada em canários tem que ser a tipo canário.

Este vírus pode ser transmitido, através de:
- secreções como lágrimas, fezes e saliva
- através de artrópodes como os mosquitos
- aves portadoras sãs
- ave doente para a sadia através das lesões de pele e mucosas

Os sintomas podem ser evidenciados pela formação de verrugas na cabeça e patas, placas necróticas na língua e esôfago e a forma mista.
Ocorre consequentemente apatia, perda de apetite, sensibilidade nas patas, coceira na comissura do bico.

Os canários são muito acometidos e quando isso ocorre acaba dizimando os criatórios e os proprietários ficam sem saber como combater este mal.

Prevenção

A primeira medida seria a vacinação específica para cada tipo de ave.
No Brasil não temos ainda a vacina tipo canário no mercado, temos somente a tipo galinha e tipo pombo.

Na Europa existe uma vacina tipo canário com vírus vivos atenuados, mas até o momento o Ministério da Agricultura não liberou a importação da mesma. Contrabandear este tipo de agente biológico não é indicado uma vez que as mesmas podem ser tranportada sem condições adequadas de refrigeração, perdendo portanto sua eficácia. Outro ponto importante é que a vacina importada passa a ser um vírus totalmente estranho às aves aqui no Brasil, com o risco de ser introduzida uma nova cepa, para a qual nossas aves não têm imunidade.

Enfim, devemos trabalhar mais com a possibilidade de evitarmos erros simples de manejo, como por exemplo, evitar a superpopulação do plantel e presença de mosquitos com o uso de telas próprias nas janelas e portas, controlar piolhos e entrada de aves silvestres no criatório. 

Submeter aves que participaram de torneios e exposições a um período de 21 dias de quarentena,  é recomendado.
Qualquer sinal da doença é importante que se faça o diagnóstico o mais rápido possível isolando todos os afetados.

Não há tratamento efetivo e específico para a doença. O que pode e deve ser realizado é o uso de antibióticos como forma de impedir os contaminantes secundários a virose. Melhorar a alimentação e se for necessário utilizar antissépticos de pele.

Escrito por: Maria Célia Monteiro

 

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