Singamose (verme da traquéia) PEVITE

Entenda a sigamose (verme de traquéia), doença conhecida popularmente como pevite.


20/11/2010 - Alterada em: 13/01/2016  



 

E a doença conhecida popularmente como pevite. O agente causador da doença é um verme (nematóide) de nome Syngamus trachea e é encontrado em diversas espécies de pássaros, principalmente nos galináceos em geral, patos, gansos e pássaros silvestres, podendo acometer canários, curiós e outras aves.

São mais comuns nas aves jovens, pois podem ser transmitidos para os filhotes através dos pais quando os alimenta.

Os vermes adultos podem ser encontrados em traquéia, brônquios e bronquíolos, são vermelhos e brilhantes, com o macho e fêmea em constante acasalamento, formando a letra Y. 

Transmissão:

•Ingestão de ovos embrionados (com a larva em desenvolvimento) 
Infecção larvária (contato direto com a larva e sua ingestão) 
Ingestão de hospedeiros intermediários, como vermes terrestres (lesmas, caramujo, minhoca, larvas.etc.), contaminados com o parasita. 

Após a instalação das larvas no sistema respiratório da ave, pode ocorrer a obstrução parcial ou total da traquéia da mesma. Esta área fica alojando as larvas, levando a um quadro de inflamação local, podendo facilitar a instalação de bactérias. 

Sintomas

Tosse 
Bico entreaberto e pescoço estirado tentando reter o ar 
Cabeça trêmula 
Perda de apetite 
Emagrecimento 
Falta de ar 
Dificuldade de respirar 
Dispnéia 
Fraqueza 
Emagrecimento
A ave quer tirar alguma coisa do bico 
A ave sacode a cabeça 
Fica no chão do viveiro ou gaiola 
Os pássaros tentam expulsar os parasitos sacudindo muito a cabeça 
A respiração fica difícil 
Rouquidão 
Sibilo 
Chiado 
Asas caídas 
Embolada 
Penas eriçadas
Sangue na comissura do bico
As vezes morre sufocada devido asfixia causada pela obstrução do muco que aumenta muito 
Morte

Devido à inflamação e infecção local há formação de catarro que dependendo do volume pode levar aos sinais clínicos acima  relatados. 

Este excesso de muco (com secreção purulenta ou não, com sangue ou não) poderá facilitar a inflamação dos brônquios e conseqüentemente aparecimento de broncopneumonia.

A  parede  traqueal  poderá desenvolver nódulos e mesmo perfurações niveladas devido à irritação que o parasita causa no local de instalação (a fêmea liga-se a parede da traquéia para que ocorra sua fixação na mesma). 

Os pássaros bocejam ou tossem e freqüentemente apresentam respiração ofegante devido ao excesso de catarro produzido pela irritação traqueal. Poderá ocorrer o aparecimento de placa de sangue na lateral do bico. 

O controle é feito pensando-se na prevenção da exposição e ingestão do ovo do Syngamus trachea. Como a transmissão pode ocorrer de modos diversos como acima descritos, devemos nos precaver de todos os modos possíveis para evitar a sua propagação e conseqüentemente contaminação de nossos planteis. 

Após a instalação do parasita em nossa ave devemos tomar o máximo de cuidado na manipulação da mesma, pois poderemos aumentar as dificuldades respiratórias e levar a morte da mesma por asfixia. 

Asfixia esta decorrente da agitação e desprendimento de secreção catarral ou purulenta presentes nas vias respiratórias, que podem obstruir de modo parcial ou total, levando-se assim a morte. 

Diagnóstico 

O diagnóstico é feito através de sinais clínicos, exame físico, vistoria de traquéia e imediações, entre outros, e exames de laboratório com exame de fezes para detectar possíveis ovos do parasita ou em aves mortas através de necropsias, na localização do parasita na traquéia ou larvas em brônquios ou pulmões (exame histopatológico).

O diagnóstico é efetuado por um Médico Veterinário sendo o tratamento ministrado de modo a se efetuar a retirada das larvas. A retirada dependerá basicamente do tamanho da ave, pois:

• Em aves grandes podemos utilizar endoscópios e mesmo cirurgia para obtenção da cura.

• Em pequenas aves só teremos a eliminação do problema através de tratamento medicamentoso e conseqüente morte do parasita. A morte do parasita é nossa única opção, mas dependendo do grau de afecção poderemos estar também condenando nossa ave, devido a quantidade de larvas, pois ao eliminá-las poderemos  causar a obstrução parcial ou total da traquéia e devido ao desprendimento e movimentação de larvas e catarro, podemos levar a ave à morte por asfixia. 

Prevenção:

• Evitar adquirir aves de procedência duvidosa (aves da natureza, de criadores com problemas de sanidade, etc.);

• Evitar adquirir aves com problema visível e manter o criadouro limpo;

• evitar super população do criadouro;

• Aves recém adquiridas devem permanecer separadas das demais, em quarentenário;

• Separar as aves adultas das recém-nascidas, evitando assim o contágio de aves adultas com os filhotes;

• Isolar as aves doentes, evitando a disseminação do problema;

• Eliminar de modo adequado as fezes e dejetos, evitando-se assim novas contaminações e novos casos;

• Combater minhocas, moluscos, insetos, etc., que podem espalhar a doença no criatório;

• Fazer periodicamente exames de fezes, podendo detectar as aves que possam estar contaminadas com o parasita, quebrando-se assim seu ciclo de vida e para controle das demais;

• Manter a higiene dos bebedouros, comedouros e gaiolas, diminuindo as chances de haver uma sobrecarga de ovos de vermes e conseqüentemente a disseminação no plantel;

Procurar o auxílio de um Médico Veterinário para o correto diagnóstico e tratamento.

Escrito por: Jacqueline R. F. Cremoneze

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